Quando começou o atendimento Médico Pré-hospitalar

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O atendimento às emergências/urgências ocorre desde o período das grandes guerras, mais precisamente no século XVIII, período napoleônico;

  • O atendimento às emergências/urgências ocorre desde o período das grandes guerras, mais precisamente no século XVIII, período napoleônico;
  • Neste período, os soldados feridos em campo de batalha eram transportados em carroças com tração animal, para serem atendidos por médicos, longe dos conflitos.

Em 1792, o cirurgião e chefe militar Dominique Larrey, começa a “dar os cuidados iniciais”, a soldados feridos, no próprio campo de batalha;

  • Em 1792, o cirurgião e chefe militar Dominique Larrey, começa a “dar os cuidados iniciais”, a soldados feridos, no próprio campo de batalha;
  • Em 1863 formação da Cruz Vermelha Internacional, atuação destacada nas Guerras Mundiais do século XX.
  • Os combatentes receberam treinamento de primeiros socorros a fim de prestar atendimento a seus colegas logo após a ocorrência de uma lesão no campo de batalha e durante o transporte até o hospital de guerra.

Em 1965, na França surgem os Serviços de Atendimento Médico de Urgência (SAMU);

  • Em 1965, na França surgem os Serviços de Atendimento Médico de Urgência (SAMU);
  • Os SAMU, inicialmente centrados nos atendimentos de estrada, se estende a área urbana– Necessidade de organização e coordenação médica- Princípio de Regulação médica;
  • Os atendimentos são realizados por equipe muldisciplinar , porém centrado no médido;
  • A atuação do SAMU é conjunta com o Serviço de Segurança Pública, realizada pelo Corpo de Bombeiros, para ações de resgate.

O sistema pré-hospitalar norte-americano civil é realizado por soldados que foram treinados p/atender na guerra . “Serviço de Emergências Médicas” (SEM).

  • O sistema pré-hospitalar norte-americano civil é realizado por soldados que foram treinados p/atender na guerra . “Serviço de Emergências Médicas” (SEM).
  • Em 1960, surgem os paramédicos norte-americanos (Categoria profissional classificada em nível Básico, intermediário e avançado) p/ atender as emergências pré-Hospitalar;

Em julho de 1856, criado e organizado o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte sob a jurisdição do Ministério da Justiça – Serviço de Extinção de Incêndios;

  • Em julho de 1856, criado e organizado o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte sob a jurisdição do Ministério da Justiça – Serviço de Extinção de Incêndios;
  • Em 1899, o Corpo de Bombeiros da mesma localidade punha em ação a primeira ambulância (de tração animal) para realizar o referido atendimento;
  • Em 1ºde junho de 1913, uma nova era que se inicia no Corpo de Bombeiros, é a era da tração mecânica. O galopar dos cavalos, seria gradativamente, substituído nas ruas da cidade, pelo ronco possante dos motores dos carros dos Bombeiros”.

Em 1950, instalou-se em São Paulo o SAMDU Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência;

  • Em 1950, instalou-se em São Paulo o SAMDU Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência;
  • Em 1966 extinguiu o SAMDU por Decreto Lei;
  • A atividade de atendimento pré-hospitalar passou a ser diversificada de caráter público e/ou privado.

Em 1976, o governo do estado de São Paulo implantou o Sistema de Ajuda ao Usuário nas rodovias, o DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) com serviço de Atendimento de Primeiros Socorros, com ambulância e profissionais de nível médio, controlados por médicos à distância.

  • Em 1976, o governo do estado de São Paulo implantou o Sistema de Ajuda ao Usuário nas rodovias, o DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) com serviço de Atendimento de Primeiros Socorros, com ambulância e profissionais de nível médio, controlados por médicos à distância.

Em 1979 foi assinado um “protocolo de intenções” entre a Prefeitura do Município de São Paulo e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, constituindo um serviço de ambulâncias da prefeitura, para o quê alguns funcionários da Secretaria Municipal de Saúde foram treinados para atuar, junto com os bombeiros, no resgate aos acidentados.

  • Em 1979 foi assinado um “protocolo de intenções” entre a Prefeitura do Município de São Paulo e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, constituindo um serviço de ambulâncias da prefeitura, para o quê alguns funcionários da Secretaria Municipal de Saúde foram treinados para atuar, junto com os bombeiros, no resgate aos acidentados.

Em 1981, um grupo de médicos informalmente, representantes do Pronto Socorro do HC, da Secretaria de Higiene e Saúde do Município de São Paulo, do Hospital Heliópolis e da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo, debateram a assistência às urgências no município que, além do atendimento na via pública, propuseram um sistema de referência para encaminhamento dos acidentados aos locais próximos das ocorrências.

  • Em 1981, um grupo de médicos informalmente, representantes do Pronto Socorro do HC, da Secretaria de Higiene e Saúde do Município de São Paulo, do Hospital Heliópolis e da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo, debateram a assistência às urgências no município que, além do atendimento na via pública, propuseram um sistema de referência para encaminhamento dos acidentados aos locais próximos das ocorrências.

Em 1983 houve a oficialização deste grupo denominado Comissão de Coordenação de Recursos Assistenciais de São Paulo (CRAPS), que tinha como missão a definição e implantação de programas efetivos no Município de São Paulo;

  • Em 1983 houve a oficialização deste grupo denominado Comissão de Coordenação de Recursos Assistenciais de São Paulo (CRAPS), que tinha como missão a definição e implantação de programas efetivos no Município de São Paulo;
  • No decorrer das décadas surgem vários serviços sem padronização;

No Estado do Rio de Janeiro foi criado, por um Decreto governamental, em dezembro de 1985, o Grupo de Emergências do Corpo de Bombeiros. Sua equipe era composta de um médico e dois enfermeiros, além do motorista. Este serviço se vinculou a uma estrutura já existente, a do Resgate do Corpo de Bombeiros.

  • No Estado do Rio de Janeiro foi criado, por um Decreto governamental, em dezembro de 1985, o Grupo de Emergências do Corpo de Bombeiros. Sua equipe era composta de um médico e dois enfermeiros, além do motorista. Este serviço se vinculou a uma estrutura já existente, a do Resgate do Corpo de Bombeiros.
  • Em 1990, em São Paulo inicia-se o Projeto Resgate desenvolvido em conjunto pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), através do SAMU-SP, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), através do CB e a PMSP através do Grupamento de Rádio Patrulhamento Aéreo;

Outro modelo misto consiste no Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (SIATE), proposto pelo Ministério da Saúde (MS) e implantado inicialmente, em 1990, em Curitiba, numa ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Secretaria de Segurança Pública (SSP)

  • Outro modelo misto consiste no Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (SIATE), proposto pelo Ministério da Saúde (MS) e implantado inicialmente, em 1990, em Curitiba, numa ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Secretaria de Segurança Pública (SSP)

Contudo, o Brasil ainda não dispunha de um modelo autêntico de atendimento e legislação específica sobre APH;

  • Contudo, o Brasil ainda não dispunha de um modelo autêntico de atendimento e legislação específica sobre APH;
  • Uma reestruturação do APH em nível nacional iniciou-se a partir de 1990 com a criação do Programa de Enfrentamento às Emergências e Traumas (PEET) pelo MS;
  • Entretanto, a proposta do MS – muito menos dos Corpos de Bombeiros – não era ampliar o quadro, mas sim “criar nos Corpos de Bombeiros um quadro de socorristas”;
  • Inicia a cooperação entre o SAMU de Paris e a Secretaria de Saúde de São Paulo para introdução do atendimento pré-hospitalar. Deste modo, deu-se origem a um sistema misto, ou seja, nos moldes e tecnologia do modelo norte-americano, para o SBV e com adaptações do modelo francês, para o SAV.

Os Conselhos Federal e Regionais de Medicina, a partir de 1997, passaram a questionar a eficácia dos serviços de APH prestados pelo Corpo de Bombeiros;

  • Os Conselhos Federal e Regionais de Medicina, a partir de 1997, passaram a questionar a eficácia dos serviços de APH prestados pelo Corpo de Bombeiros;
  • Em 1998 o CFM lançou a Resolução n.1.529/98 que normatizava a atividade médica na área da urgência/emergência na sua fase pré-hospitalar

O MS transferiu quase que integralmente o texto do CFM para a Portaria n. 824 de 24 de julho de 1999, normatizando assim o APH em todo o Brasil;

  • O MS transferiu quase que integralmente o texto do CFM para a Portaria n. 824 de 24 de julho de 1999, normatizando assim o APH em todo o Brasil;
  • A Portaria n. 814/GM, de 1 de junho de 2001, estabelece a normatização dos serviços de atendimento pré-hospitalar móvel de urgências e define princípios e diretrizes da regulação médica das urgências;

A Portaria n. 2048/GM de 5 de novembro de 2002, regulamenta o atendimento das urgências e emergências.

  • A Portaria n. 2048/GM de 5 de novembro de 2002, regulamenta o atendimento das urgências e emergências.
  • O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) instituiu a Resolução n. 225 de 28 de fevereiro de 2000, dispôs sobre o cumprimento de prescrição medicamentosa/terapêutica à distância, tornando legal, para os profissionais da enfermagem, a prática de cumprir prescrições médicas via rádio ou telefone em casos de urgência

Portaria nº2.048 de 2002 prevê a estruturação dos Sistemas Estaduais de Urgências e Emergências – envolvendo toda a rede assistencial de forma regionalizada e hierarquizada, desde a rede pré-hospitalar fixa (unidades da atenção primária da saúde e unidades não-hospitalares de atendimento às urgências e emergências), SvAPH móvel até a rede hospitalar de alta complexidade –, mediados pelo mecanismo de Regulação Médica;

  • Portaria nº2.048 de 2002 prevê a estruturação dos Sistemas Estaduais de Urgências e Emergências – envolvendo toda a rede assistencial de forma regionalizada e hierarquizada, desde a rede pré-hospitalar fixa (unidades da atenção primária da saúde e unidades não-hospitalares de atendimento às urgências e emergências), SvAPH móvel até a rede hospitalar de alta complexidade –, mediados pelo mecanismo de Regulação Médica;
  • 1 Equipe de Suporte Básico de Vida (motorista, auxiliar ou técnico de enfermagem) para cada 100 mil a 150 mil habitantes.
  •  
  • 1 Equipe de Suporte Avançado de Vida (motorista, médico e enfermeiro) para cada 400 mil a 450 mil habitantes.

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL

  • ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL
  • É o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido agravo à saúde, assistir ao paciente e transportar adequadamente a um serviço de saúde;
  • Vinculado a uma central de regulação – acesso 192;
  • Equipe de profissionais oriundos da saúde:
  • Coordenador do serviço: experiência em pré-hospitalar;
  • Responsável técnico :Médico p/ atividades médicas;
  • Responsável de Enfermagem: Enfermeiro p/ atividades de enfermagem;

Médicos reguladores: São os responsáveis pelo atendimento ao usuário e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder as solicitações;

  • Médicos reguladores: São os responsáveis pelo atendimento ao usuário e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder as solicitações;
  • Médicos intervencionistas: responsáveis pelo atendimento necessário para reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte;
  • Enfermeiros Assistenciais: responsáveis pelo atendimento necessário para reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte;

Auxiliares e técnicos de enfermagem: atuação sob supervisão imediata do enfermeiro.;

  • Auxiliares e técnicos de enfermagem: atuação sob supervisão imediata do enfermeiro.;
  • Equipe de profissionais não oriundos da saúde:
  • Telefonista: Auxiliar de regulação, presta atendimento telefônico, registra dados básicos sobre o chamado;
  • Rádio-operador: Operar sistemas de radiocomunicação e realizar o controle operacional da frota de veículos;
  • Condutor de veículos de urgência: Conduzir veículos de urgência e assistir a equipe no atendimento;

Profissionais responsáveis pela segurança: Policiais militares e rodoviários. Atuam na identificação de situações de risco, exercendo a proteção das vítimas e dos profissionais envolvidos no atendimento, podem realizar suporte básico de vida.

  • Profissionais responsáveis pela segurança: Policiais militares e rodoviários. Atuam na identificação de situações de risco, exercendo a proteção das vítimas e dos profissionais envolvidos no atendimento, podem realizar suporte básico de vida.
  • Bombeiros militares: Atuam na identificação de situações de risco e comando das ações de proteção ambiental, da vítima e dos profissionais envolvidos no atendimento, fazem resgate de vítimas de locais ou situações que impossibilitam o acesso da equipe de saúde, podem realizar suporte básico de vida.

DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR – Ambulâncias / viaturas

  • DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR – Ambulâncias / viaturas
  • Viaturas preconizadas pelo MS:
  • Suporte básico: 01 viatura para cada 100 mil habitantes;
  • Suporte avançado: 01 viatura para cada 500 mil habitantes;
  • TIPO A: Ambulância de transporte . Destinada a pacientes que não apresentam risco de vida.

TIPO B: Ambulância de suporte básico. Destinada ao transporte inter-hospitalar de pacientes de risco de vida conhecido e pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar intervenção médica.

  • TIPO B: Ambulância de suporte básico. Destinada ao transporte inter-hospitalar de pacientes de risco de vida conhecido e pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar intervenção médica.
  • TIPO C: Ambulância de resgate. Possuem equipamentos para salvamento.

TIPO D: Ambulância de suporte avançado. Destinado a transportar pacientes de alto risco e/ou transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos.

  • TIPO D: Ambulância de suporte avançado. Destinado a transportar pacientes de alto risco e/ou transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos.
  • TIPO E: Aeronave de transporte médico. Aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada p/ transporte inter-hospitalares e ações de resgate.
  • TIPO F: Embarcação de transporte médico. Destinado ao transporte via marítima ou fluvial.

VEÍCULO DE INTERVENÇÃO RÁPIDA: Veículos leves, rápidos. São utilizados p/ transporte de médicos c/ equipamentos, acesso nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F.

  • VEÍCULO DE INTERVENÇÃO RÁPIDA: Veículos leves, rápidos. São utilizados p/ transporte de médicos c/ equipamentos, acesso nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F.
  • Composição dos veículos quanto materiais e medicamentos;
  • TRIPULAÇÃO:
  • TIPO A E B: motorista e Técnico ou auxiliar de enfermagem;

TIPO C: 03 profissionais militares, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida;

  • TIPO C: 03 profissionais militares, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida;
  • TIPO D: 03 profissionais: sendo um motorista, um enfermeiro e um médico.
  • TIPO E: 03 profissionais: piloto, médico, enfermeiro.
  • TIPO F: 02 ou 03 profissionais, condutor, técnico ou auxiliar de enfermagem (suporte básico), ou enfermeiro e médico (suporte avançado).

ATENDIMENTO HOSPITALAR:

  • ATENDIMENTO HOSPITALAR:
  • Pronto socorro deverá apresentar infra estrutura superior a unidade não hospitalar de atendimento as urgências e emergências.
  • TRANSFERÊNCIAS E TRANSPORTE INTER-HOSPITALAR
  • Serviços especializados e de maior complexidade deverão ser referência para um ou mais municípios de menor porte;

NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO EM URGÊNCIA

  • NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO EM URGÊNCIA

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2048/GM de 05 de novembro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência. Brasília, 2002.

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